O Vale do Silício é frequentemente citado como “a capital mundial da tecnologia”, um lugar que é símbolo do futuro e da inovação. Em grande parte, é daqui que surgem as maiores disrupções da tecnologia que alteram não somente o mercado, mas a forma que as pessoas vivem. Mas a verdade é que a inovação e a disrupção não deveriam estar atreladas a um único local no mundo.

Com o surgimento de uma nova forma de trabalhar, catapultada pela pandemia, surge uma nova força de trabalho, cada vez mais remota e hiperconectada. Um estudo da Global Workplace Analytics descobriu que 80% a 90% dos trabalhadores desejam a opção de trabalhar remotamente, pelo menos a tempo parcial. Outro estudo da Upwork alerta que, em 2028, 73% de todos os departamentos terão funcionários remotos. Se o trabalho remoto já era uma tendência, o coronavírus mostrou que esse modelo chegou para ficar, trazendo para o presente um futuro que parecia distante.

O mundo ficou pequeno e a colaboração é global.

Com isso, a inovação pode ser ilimitada e não mais restrita aos locais dos escritórios das empresas. O trabalho remoto permite que as empresas contratem as melhores pessoas para o trabalho, independentemente de morarem nas proximidades do escritório. Trabalhadores remotos e equipes distribuídas pelo mundo agora estão equipados com ferramentas de colaboração poderosas e estão contrariando a noção de que a inovação floresce em um único local. O mundo ficou pequeno e a colaboração é global.

O futuro demanda inovação nos negócios, é uma questão de sobrevivência. A inovação vem das pessoas, da colaboração entre elas, do compartilhamento de ideias, de suas perspectivas diversas, das perguntas desafiadoras que fazem, do poder de inspiração de cada um. O futuro do trabalho é plural, diversificado e distribuído. Apoiar e abraçar esse tipo de força de trabalho significa criar uma cultura inclusiva que promova a comunicação aberta, maior criatividade e melhores decisões de negócios.

A McKinsey, empresa de consultoria americana, realizou um estudo e constatou que organizações que consideram a diversidade no processo de recrutamento entregam resultados 25% melhores do que organizações consideradas “não-diversas”. 

O futuro do trabalho é plural, diversificado e distribuído.

Porém, a questão da diversidade vai muito além de entregar resultados melhores. As empresas possuem o poder de reunir os imperativos econômicos e sociais para impulsionar mudanças significativas dentro de uma organização e na sociedade. A diversidade envolve não apenas como as pessoas se percebem, mas como elas percebem o outro. E essa percepção afeta as suas interações e relações. Criar um ambiente psicologicamente seguro para que possamos potencializar as diferenças e colaborar em prol da inovação é uma das tarefas da liderança. É fundamental que as vozes do seu time sejam ouvidas, mas é igualmente importante garantir que essas vozes não soem todas iguais. Afinal, o futuro é plural.