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Competências e habilidades socioemocionais – Tonia Casarin

Quem educa as crianças? Os pais ou a escola? Ou ainda: educa-se uma criança? Muito bem, as perguntas estão postas na mesa. Apesar de não haver uma resposta definitiva, mas uma variedade de opiniões a esse respeito, uma coisa é certa: é preciso haver engajamento entre as diferentes esferas – escola e família.  É desejo de ambas trabalhar competências e habilidades socioemocionais para auxiliar na construção de um sujeito pleno.

A partir dessa afirmação, que, calculo, não traz controvérsias, um campo de estudo vem ganhando destaque na educação do século XXI: a inteligência emocional e social. A tendência é que a área aumente sua presença nas escolas e, de quebra, engaje os pais no movimento.

Ganhando cada vez mais adeptos pelo mundo, as competências e habilidades socioemocionais e sociais vêm fazendo uma revolução nas escolas e nos lares. E para provar por que essas competências estão tão em alta, vou mostrar a você agora 3 motivos. Confira:

3 motivos para as competências e habilidades socioemocionais estarem em alta

1. Elas melhoram o desempenho acadêmico

A aprendizagem socioemocional (ou SEL, de Social-Emotional Learning), não prega o fim do ensino de matérias essenciais, como matemática, português, história e ciências.

O que os pesquisadores envolvidos com a área apontam é que o aprendizado de tais disciplinas é alavancado quando a criança tem sua inteligência socioemocional desenvolvida. Os seja, as competências e habilidades socioemocionais influenciam as cognitivas, e o desempenho acadêmico melhora.

2. Elas se relacionam com  as soft skills

Competências e habilidades socioemocionais estão diretamente ligadas às soft skills, qualidades relacionadas à interação, comunicação, assertividade, criatividade e ao trabalho em equipe.

Cada vez mais requisitadas no mundo contemporâneo e no mercado de trabalho, as soft skills avisam que o mundo precisa de pessoas criativas, positivas, com iniciativa e que demonstrem empatia — uma indicação clara de que precisamos de gente mais “humana” (com o perdão da redundância).

3. Elas mudam a relação com a escola

No século 21, as escolas não podem mais ser um lugar unicamente de transmissão de conteúdo. Elas precisam inspirar seus alunos. Os professores (e também os pais) precisam ser mediadores, articuladores do conhecimento. Isso pode ser feito, por exemplo:

  • relacionando a matéria estudada ao dia a dia de cada um;
  • proporcionando o debate e a reflexão sobre o que está sendo ensinado;
  • ajudando os alunos a descobrirem como eles aprendem melhor;
  • incentivando-os a observar quais são suas dificuldades na escola e o que os faz desistir de estudar;
  • motivando a pesquisa, a interação e o trabalho em grupo;
  • escutando a criança. 

O mais importante de tudo isso talvez seja mostrar que o aprendizado (e as matérias escolares) são parte da vida, e não algo separado, em que a escola é uma coisa e a vida outra.

O desenvolvimento das competências e habilidades socioemocionais dá um novo sentido à experiência escolar – e vamos combinar que estamos precisando muito disso!

Ajudar as crianças e os adolescentes a viverem o presente com mais qualidade e a se tornarem adultos felizes e realizados, cidadãos conscientes, integrados à sociedade e que, digamos, têm as rédeas sobre a própria vida, é papel dos pais sim, mas a escola pode e deve contribuir.

Nesse sentido, o desenvolvimento das competências e habilidades socioemocionais pode estar presente em ambos os espaços.

Quer aprender a desenvolver competências e habilidades socioemocionais nos seus filhos? Então dê uma olhadinha no livro Tenho monstros na barriga, baseado na teoria da Inteligência Emocional. Ele ajuda as crianças a se conectarem com seus sentimentos e a desenvolverem sua inteligência emocional à medida que o que elas sentem vai sendo nomeado, compreendido e compartilhado!

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