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Falar é sempre a melhor solução – Setembro Amarelo

Você sabia que a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo? E que, no Brasil, são registrados cerca de 30 casos por dia? Números alarmantes não é?!

São dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e divulgados pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), um dos organismos à frente da campanha Setembro Amarelo, que desde 2014 conscientiza e informa a população sobre a realidade do suicídio.

 

O que que você pode fazer?

O primeiro passo é se informar sobre o suicídio e formas de prevenção.

O segundo passo é estar atento a alguns sinais que uma pessoa próxima está com ideias suicidas, ou mesmo está passando por um período de depressão intensa ou outro transtorno ou doença mental.O suicídio é um mal silencioso, seja porque as pessoas fogem do assunto, seja porque não percebem os sinais do comportamento. É certo que existe preconceito. Muitos ainda colocam um rótulo de “maluco”, sem nem tentar entender o que está acontecendo. Mas o próprio CVV diz que 9 entre 10 casos de suicídio poderiam ser evitados.

Sabe como? Falando!

Sim, conversando sobre o tema (com adultos e crianças) é possível combater o estigma sobre o suicídio.

 

Reconheça fatores de risco

É também conversando que a gente pode perceber alguns fatores de risco. Você sabe alguns?

-    Depressão

-    Transtorno bipolar

-    Transtornos relacionados ao uso de drogas e álcool

-    Transtornos de personalidade

-    Esquizofrenia

Alguns aspectos psicológicos também podem ser fatores de risco para o suicídio:

-    Perdas recentes

-    Pouca resiliência

-    Personalidade impulsiva, agressiva ou humor instável

-    Ter sofrido abuso físico ou sexual

-    Desesperança, desespero ou desamparo

Não pense que o suicídio é algo de adulto. Crianças também podem apresentar um ou mais fatores de risco e é preciso estar atento.

E não adianta querer estabelecer um diálogo aberto com seu filho quando ele já cresceu e está em plena adolescência. Para que haja espaço ao diálogo é preciso construir o processo desde a infância.

 

Fique de olho!

Por isso, desde pequeno converse, fale com seu filho. E, muito importante, ouça o que ele tem a falar. Tente enxergar além das palavras, preste atenção na comunicação não verbal – o olhar, os gestos, a postura por exemplo.

Também é importante observar o comportamento das crianças quando estão brincando sozinhas ou com amigos. Por meio de diálogos e brincadeiras podemos perceber quando algo não está legal. Se perceber alguma diferença de comportamento, ou atitudes negativas, converse, tente entender, sem colocar rótulos ou diminuir o que a criança está sentindo.

Os pensamentos suicidas distorcem a forma como a pessoa enxerga a realidade. A pessoa começa a ter pensamentos negativos sobre si mesmo, sobre o mundo e o futuro, vive com medo e preocupações excessivas. Por isso é tão importante observar e conversar.

 

Você pode somar forças

Peça ajuda a um profissional se perceber que não conseguirá lidar com a situação sozinho. Também vale conversar na escola, com professores e coordenadores. Eles podem dizer se na escola a criança está tendo um comportamento negativo e podem ficar mais atentos a qualquer alteração. Deve ser um trabalho em conjunto, de parceria.

Quanto mais se conversa, melhor. Esconder, fingir que não está acontecendo nada não é a solução. Somente com diálogo e muita atenção é possível combater o suicídio.

 

20/8/2017

Claudia Müller

claudia.muller@gmail.com

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