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Inteligência Emocional e Saúde Mental para crianças – Setembro Amarelo

Inteligência Emocional e a razão

Erroneamente muitas pessoas andam pensando que inteligência emocional é o oposto de ser racional. Ou ainda, quando o coração (usado como sinônimo da emoção) ganha da cabeça (como sinônimo da razão). Não é isso. Inteligência emocional é a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. Então, que tal tentar ajudar seu filho a desenvolver a dele? Vocês dois só têm a ganhar.

Inteligência emocional pode ser desenvolvida ao longo da vida

Vale lembrar também que a inteligência emocional não é estável ao longo da vida. Ou seja, de acordo com o momento em que estamos vivendo, ela pode ser abalada. Por exemplo: em situações de estresse intenso, a capacidade de lidar com as emoções pode diminuir.

Isso acontece com crianças também. Elas passam por situações de estresse, como em épocas de provas, apresentações em público (seja na escola, ou no balé, por exemplo), separação dos pais. É dever dos pais e responsáveis ajudar as crianças a desenvolver as habilidades emocionais para enfrentar o mundo.

 

Comece desde cedo

Mas, se desenvolver a inteligência emocional não é fácil para adultos, imagine para os pequenos. Perceber o que sentimos, entender o porquê, controlar e transmitir de forma correta é difícil mesmo. Em especial porque muitos sentimentos se misturam e as crianças ainda não conhecem todos. Ou não possuem o vocabulário para expressar os seus sentimentos.

Aliás, você, adulto, consegue facilmente definir o que é e quando está triste, ansioso, com medo? Muitos confundem, por exemplo, tristeza com depressão. A depressão é uma doença, enquanto a tristeza, uma emoção. Outras confundem ansiedade com medo, por exemplo. Agora, pense na criança, que está aprendendo a se relacionar, está descobrindo o mundo, que passa pelos primeiros momentos de alegria e frustração. Difícil não é?!

Porém, se ajudarmos às crianças desde que são pequenos, podemos transformá-las em adultos que sabem lidar com a incerteza, de um mundo cada vez mais tecnológico, complexo e ambíguo.

 

Depressão nos pequenos

Infelizmente, nos Estados Unidos, 75% dos primeiros sintomas de depressão aparecem antes dos 24 anos. Desses, 50% antes dos 14 anos. É assustador perceber que as crianças já estão com dificuldades que afetam sua saúde mental. Isso é consequência de um mundo agitado, de insegurança e violência, de excesso de estímulos, de pouca atenção dos pais, de poucas horas de sono, entre vários outros motivos. Aí já viu o que acontece. Com a saúde mental abalada, fragilizada, a saúde física também acaba sofrendo.

Mas temos uma boa notícia: crianças que passam por intervenções em competências socioemocionais tendem a ter menor chance de desenvolver problemas de saúde mental como depressão e ansiedade. Além disso, falar sobre o que estamos sentindo com pessoas próximas ajuda a prevenir esses diagnósticos, que muitas vezes, acabam em fatalidade.


Setembro Amarelo

Desde 2014, no mês de setembro acontece a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio – Setembro Amarelo. Vamos aproveitar este mês para prestar atenção e cuidar das emoções e da saúde mental da nossa família e das nossas crianças. Vamos falar sobre os sentimentos. Vamos dialogar e ajudar as pessoas com depressão. Vamos ajudar a reduzir esses números de suicídio.

Quando uma pessoa está sangrando, você vai ajudá-la. Mas quando alguém está depressivo, por que você não ajuda?

Em colaboração com Claudia Müller

2 Comentários

  1. Nós familiares nos sentimos impotentes porquê a pessoa não aceita ajuda chega um momento que a gente cansa e passa a precisar de ajuda !'
  2. Quero conhecer tudo. Parabéns pelo trabalho.

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