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Meu filho está frustrado, e agora?

A vida é cheia de descompassos e imprevistos, o que muitas vezes gera mudanças, perdas e frustrações. Se para um adulto é difícil lidar com isso, imagine para uma criança?

Para a criança, que ainda não reconhece todos os sentimentos, a situação também não é das mais fáceis. Além disso, o seu cérebro não é totalmente pronto para lidar com as frustrações e com a autorregulação dos sentimentos.

Expectativas: onde tudo começa.

Mas é preciso saber aprender a lidar com a frustração desde cedo, para que não se crie adolescentes e adultos fora da realidade, ou dentro de uma bolha ilusória de alegrias. Perder um brinquedo ou um jogo, ou um amigo que um dia preferiu brincar com alguém diferente são acontecimentos que precisamos lidar. Talvez um presente tão esperado que não foi ganho, ou uma viagem que não pode ser realizada. Estes e tantos outros são exemplos de frustrações que uma criança pode ter que enfrentar. E, muitas das vezes, essas frustrações são geradas por causa das expectativas.

Nada mais que o natural.

A criança precisa passar por algumas frustrações como um processo de construção de maturidade. Engana-se quem pensa que está fazendo o melhor em só agradar o filho. A vida vai mostrar à criança que as coisas não acontecem exatamente como ela quer, ou na hora que ela quer. Ou seja, proteger a criança é apenas adiar um problema, que pode tornar-se muito maior com o passar do tempo. E, costumo falar para muitos pais, dê um passo atrás e observe. Deixe a criança aprender.

A frustração faz parte da vida e uma das funções dos pais é ajudar as crianças a aprender a lidar adequadamente com esse sentimento. Se seu filho está triste e frustrado com alguma situação, o primeiro passo é conversar para entender o que está acontecendo. Ajudá-lo a dar nome a esse sentimento que pode ser tão difícil de lidar. É preciso que a criança perceba em você afeto para se abrir e falar mais a respeito. Não diminua o que ela sente, achando que é coisa de criança. Para cada idade as frustrações têm pesos diferentes.

Trabalhando Juntos!

Uma sugestão é você mostrar a ela que também passa por frustrações na sua vida e que consegue conviver com isso. Fale que também fica triste, mas valorize como transpassou a situação. Dê exemplos concretos para que a história possa servir de lição.

Busque soluções em conjunto e ajude-a a encontrar um caminho para se sentir melhor. Desde cedo, é importante mostrarmos que para cada situação há uma série de alternativas a seguir, e que não há problema em mudar o percurso no meio. Muitas vezes a melhor alternativa é tentar, muito melhor do que não fazer nada. E é por meio de alguns erros, decepções e acertos que aprendemos. Isso é a vida, mesmo para os pequenos. Entender que não temos controle de tudo desde pequeno pode ajudar muito em cada fase da vida.

Se a criança está nervosa e chorando, ajude-a a se acalmar, dando um abraço, por exemplo. Não tente convencê-la a parar de chorar porque está sendo boba ou fazendo teatro. Não ignore, nem grite se ela começar a gritar. Ofereça um abraço, olhe para ela com empatia, fique a seu lado mesmo que em silêncio – a sua presença, por si só, já é um aconchego.

Perder um brinquedo predileto ou a partida de futebol pode ser tão sofrido para uma criança como perder o emprego para um adulto. Lembre-se: é uma criança, que ainda está aprendendo a conhecer e lidar com os mais diversos sentimentos.

O começo da jornada.

Quanto antes a criança aprender a lidar com a frustração, mais fácil ela vai aprender a resolver problemas e enfrentar dificuldades. Isso faz parte de um processo contínuo de formação e amadurecimento do indivíduo. E o processo está apenas no começo.

Um outro ponto importante é estimular e trabalhar a autoconfiança. Por mais difícil que seja, é necessário valorizar o esforço empenhado em uma ação. E a criança precisa entender que o esforço feito não foi em vão, mas servirá de aprendizado em uma outra ocasião. Frustrações fazem parte da vida. E a delas está apenas no começo. Temos que lidar com a frustração até em pequenos momentos com a criança, quando não conseguimos ajudá-las, não é mesmo?

Em colaboração com Claudia Müller

 

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