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Pare de condenar: aprenda a aprender com os erros! – Tonia Casarin

Parte do processo de criar um ambiente de pertencimento na sala de aula passa por aprender com os erros. Provavelmente, você, professor, vai tentar várias estratégias até que consiga criar esse ambiente. Isso leva tempo. É um processo cheio de tentativas (e erros, claro) ao longo do caminho.

E morremos de medo de errar. Mas essa é uma certeza com a qual temos que lidar. Vamos errar. Ponto. É inevitável, somos humanos, ainda que super-humanos. E a beleza do erro está no aprendizado que vem com isso. Portanto, parte de criar um ambiente de aprendizagem é criar um ambiente em que os alunos possam errar e, principalmente, aprender com os erros.

No entanto, se nós temos dificuldades de admitir as próprias falhas, imagine as dos alunos! Um ambiente acolhedor é aquele que permite não só que o estudante erre, mas que também seja capaz de aprender com os erros. Isso não só auxilia na aprendizagem da turma , mas também na do professor.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira minhas dicas:

Como aprender com os erros auxilia educador e aluno?

Veja como errar pode ser a porta de entrada para uma aprendizagem muito mais completa:

Descubra o motivo do erro

O erro é um ponto de partida para o aprendizado, que possibilita a troca. E o feedback de qualidade mostrou ser uma das maneiras mais eficazes de melhorar os resultados de aprendizagem aos alunos.

A chave para o feedback efetivo é entender por que o aluno errou ele pode cometer um erro sistemático na forma como interpreta o material, ou pode ser que ele simplesmente não tenha entendido o que era pedido no enunciado do problema.

O mais importante é dedicar tempo para entender a raiz do erro, pois isso pode ser a diferença entre um aluno evoluir ou não no aprendizado.

Ofereça um feedback completo

O feedback não deve estar somente na nota. Já foi comprovado que mensagens qualitativas nas provas ou testes, por exemplo, podem ajudar os alunos a alcançar um nível melhor de aprendizagem. Você também pode alcançar esse resultado, em uma conversa com o aluno, de forma clara.

É evidente que o feedback efetivo também pode assumir a forma de uma conversa entre professor e aluno. O recomendado é que os professores sejam específicos com os alunos, oferecendo suporte e os desafiando ao mesmo tempo. Ajudaria também se os alunos soubessem quais recursos estão disponíveis a eles.

Sugira alternativas

Os professores poderiam ajudar os alunos sugerindo duas ou três ações que eles podem fazer para evitar esses erros na próxima vez. Isso ajuda os alunos a aprender com os erros por conta própria e a incorporar essas ações na próxima vez.

Às vezes, os professores podem até achar que os alunos não apenas se corrigem, mas também ajudam os outros com os erros que eles mesmo tiveram, de forma a ajudar o próximo a não cometer o mesmo erro. Os professores podem encorajar trabalhos em grupo para que as interações ocorram mais vezes na sala de aula. E, mais do que isso, para que os alunos aprendam uns com os outros. Ou ainda, criar um ambiente em que os próprios alunos possam dar feedback uns aos outros.

Isso traz à tona oportunidades para trabalhar competências socioemocionais, como a comunicação.

Aprender com os erros não é apenas dar aos alunos as respostas certas ou dizer a eles o que fizeram de errado. Mais do que isso, dar um bom feedback é ajudá-los a entender como eles podem melhorar seu o que? na próxima vez. E o erro parece ser o primeiro passo para o aprendizado. Portanto, palmas para quem errou!

Se o seu pequeno tem dificuldades de lidar com as emoções quando erra, não deixe de identificar os monstrinhos que ele está sentindo a partir dos livros Tenho Monstros na Barriga e Tenho Mais Monstros na Barriga.

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