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Tudo sobre inteligência social e emocional – Tonia Casarin

Nem sempre as coisas saem como planejamos, concorda? Nossos filhos, por exemplo. Podemos ter imaginado que a nossa relação com eles seria perfeita, que conseguiríamos evitar que eles sofressem ou precisassem lidar com situações de conflito, que os protegeríamos. Mas se esses planos já se mostraram de difícil – senão impossível – execução, isso não significa que estejamos falhando.

Não podemos evitar que as crianças passem por determinadas situações, como um conflito na escola, e nem sempre vamos entender o motivo de uma birra que parece não ter fim. No entanto, é possível ajudá-las a encarar essas situações criando estratégias de inteligência social e emocional, mas como fazer isso?

Em primeiro lugar, é preciso ter claro que as coisas precisam ser ditas, os sentimentos precisam ter voz. Esse, na verdade, é o primeiro passo para o desenvolvimento da inteligênciasocial e emocional. Mas vamos com calma. Você sabe o que é inteligência social e emocional? Vamos aprender:

O que é inteligência social e emocional? 

Inteligência emocional

Por muitos anos, a inteligência esteve relacionada a competências acadêmicas e à medida do QI — o quociente de inteligência. O século XIX viu o interesse sobre a inteligência humana crescer entre pesquisadores, prosseguindo com força no séc. XX.

Foi ao final deste último, na década de 1990, que surgiu o conceito de inteligência emocional questionando as premissas até então levantadas sobre nosso conhecimento.

Unindo as emoções à cognição, a inteligência emocional mostra que os sentimentos têm um papel significativo no rumo de nossas vidas, influenciando no sucesso pessoal, profissional e social.

Inteligência social

A inteligência social caminha lado a lado com a inteligência emocional, mas abarca também o conhecimento que temos sobre os nossos pares. Resumindo, a inteligência social é a capacidade de perceber o estado emocional alheio e, principalmente, de saber como agir com base nessas informações. Diz respeito também a trabalhar cooperativamente e lidar com os mais diversos tipos de pessoas.

Soft skills

Saber se comunicar, se relacionar, ser criativo, flexível e solucionar problemas de forma reflexiva. Essas habilidades, também conhecidas como soft skills, são muito apreciadas pelas empresas na hora da contratação. Elas são exemplos de utilização das emoções em prol do crescimento pessoal e profissional. Vão muito além de um inteligência baseada apenas em questões técnicas.

Na prática!

Mas qual a relação de tudo isso com os conflitos que nossos filhos precisam lidar, como tais conceitos podem ajudá-los? Acontece que a inteligência emocional e a inteligência social podem ser desenvolvidas, permitindo que reprogramemos nossas respostas e reações –  e o melhor momento para que isso seja feito é na infância.

Autoconhecimento

Podemos começar a desenvolver a inteligência emocional por meio de exercícios de autoconhecimento, por exemplo. O autoconhecimento é uma das competências da inteligência emocional mais difíceis de serem adquiridas; porém é também uma das habilidades mais importantes em todas as esferas da nossa vida.

Saber os nossos limites, como nossos sentimentos funcionam, como nossas palavras e comportamento afetam as outras pessoas, abre muitas portas.

Saber quem você é torna tudo muito mais simples. Você sabe a que se dedicar, onde investir a sua energia e onde não investir. Ensinar isso a uma criança, ou melhor, ajudá-la a descobrir quem ela é com intervenções pontuais — fazendo-a refletir sobre suas reações a determinado evento, conversando sobre o que a incomoda ou ajudando-a a descobrir como lidar com situações difíceis, por exemplo — pode ter consequências importantes em suas relações atuais e futuras.

Conhecer seu valor

Uma criança que tenha inteligência social e emocional ter muito mais facilidade de reagir a um colega que faz uma piada a seu respeito ou inventa um apelido.

Não é fácil para uma criança lidar com a raiva ou a vergonha que tais apelidos podem despertar, mas um ensino inspirado no conceito de inteligência social e emocional pode ajudá-la a mudar a sua resposta futuramente.

Socioemocionais

Muitos professores já utilizam a abordagem da inteligência emocional e social na educação infantil por meios das técnicas deaprendizagem socioemocional, do inglês social and emotional learning (SEL).

Portanto, se você acha que poderia estar ajudando mais o seu filho e se culpa por isso, pense que, primeiramente, a vida se impõe de formas que não podemos evitar (mas podemos desenvolver maneiras mais assertivas de responder a isso) e, segundo, os pais sempre terão dúvidas sobre se estão educando seus filhos da maneira correta – a dúvida é a regra.

Mas se você o ajuda a se conectar com suas próprias emoções e a desenvolver empatia, você estará educando uma pessoa produtiva, segura e que fará diferença em nossa sociedade, tão necessitada de cidadãos mais humanos e conscientes do seu papel no mundo.

Quer ajudar seu filho a nomear suas emoções? O livro Tenho Monstros na Barriga baseou-se na teoria da inteligência emocional e apresenta, em linguagem infantil, a história de uma criança e seus monstrinhos, ajudando o leitor a se conscientizar e, por que não, a falar sobre os seus sentimentos. Acesse aqui!

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